Quantas vezes já se sentiu motivado, energético, capaz de conquistar o mundo? Qual foi a última vez que se sentiu assim? Quer voltar a sentir isso novamente?
Se sim, escolha bem os seus amigos, pessoas com quem convive, porque elas afetam-nos e influenciam-nos inconscientemente de forma positiva e/ou negativa. Conhece aquele ditado: “Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és.”, pois bem Jim Rhon defende que nós somos a média das 5 pessoas com quem mais convivemos.

Já Daniel Goleman defende que as emoções são contagiosas. Porquê que isto acontece?
Porque todo o ser humano necessita de se relacionar e nesta troca partilhamos emoções e sentimentos. É uma das nossas necessidades básicas. Faz parte da nossa génese e inconscientemente reflete a nossa necessidade de amor, proteção, carinho e aceitação.
Relacionarmo-nos e partilharmos, faz-nos sentir vivos. Fazermos o bem em prol de alguém encoraja-nos a sermos melhores. Apoiarmo-nos e sermos apoiados, contribuirmos para o bem-estar de outros, fazermos algo por um bem maior, deixamos mais felizes e faz-nos sentir mais positivos, úteis, aceites e validados.
E QUAL É O SER HUMANO QUE NÃO GOSTA DE SE SENTIR BEM?
Sentimentos felizes contagiam. São o veículo que nos direciona para outras experiências e comportamentos felizes.
É por esta razão que é importante que as pessoas com quem nós nos relacionamos sejam positivas, porque vão contagiar e influenciar o nosso dia-a-dia, a forma como gerimos as nossas emoções, como mudamos os nossos estados mentais, como nos focamos em soluções e como intencionalmente passamos a sentir e experienciar novos sentimentos.
O nosso cérebro está programado para nos proteger do perigo. É um processo inconsciente. É esta uma das razões que sem nos apercebermos estamos a viver em alertas constantes, tendo por base medos, ameaças irreais, antecipações infundamentadas em situações adversas e difíceis. Estas revelam-se de forma negativa no nosso crescimento pessoal, na forma como nos relacionamos já que canalizam certas ações e comportamentos de defesa e de proteção que nos prejudicam.
Convivermos e lidarmos com pessoas negativas é estarmos a relembrar sistematicamente estas ameaças, é acionarmos os mecanismos de alerta de perigo e de defesa. Com o passar do tempo, fechamo-nos ao “mundo”, prejudicando a nossa saúde mental, física e aos poucos vamos destruindo a nossa mentalidade positiva.
Acabamos por nos desviarmos e deixamos de nos focar em soluções viáveis, assim como comprometemos o nosso bem-estar mental. Pessoas negativas vão-nos relembrar das nossas limitações, dos nossos medos. Elas vão-nos despoletar emoções negativas, reforçarão os nossos sentimentos e pensamentos desagradáveis que catalisarão comportamentos congruentes, fazendo-nos sentir mais depressivos e inseguros.
Já ao rodearmo-nos de pessoas positivas, estamos a acionar e a desenvolver o nosso potencial para nos tornarmos melhores do que somos. São estas pessoas que nos encorajam, que nos “empurram para a frente” para sermos melhor, que nos desafiam para nos auto aperfeiçoarmo-nos, para concretizarmos objetivos, para nos focarmos em soluções. Este tipo de pessoas despoletam-nos sentimentos positivos e reforçam a nossa auto-estima e autoconfiança.

Se analisarmos a corrente da psicologia positiva, constatamos que tanto os pensamentos negativos, como os otimistas e os positivos, podem ser aprendidos e apreendidos.
Segundo Martin Seligman, a positividade pode ser desenvolvida e contribui para a felicidade. Se estamos felizes, experimentamos emoções positivas, aumentamos a nossa dopamina, serotonina, endorfina e ocitocina, que nos fazem sentir bem. Aumentamos a nossas crenças e sentimos-mos mais confiantes com o futuro acreditando que tudo é possível. Aumentamos a criatividade, o foco e melhoramos o nosso desempenho, as nossas relações pessoais, sociais e profissionais.
Ao estamos mais abertos a novas experiências, melhoramos os nossos relacionamentos e passamos a contribuir mais e melhor, com mais significado e presença. Dedicamo-nos mais, sentimos prazer, comprometemo-nos mais com as causas, com os outros e connosco, passando a entregarmo-nos de corpo e alma ao que fazemos. Sentimo-nos mais úteis e passamos a viver com um propósito maior, mais conectados, com mais energia e por conseguinte mais realizados e menos pressionados.
Com isto reforçamos o nosso valor, alimentamos a nossa autoconfiança e autoestima, sentimo-nos mais gratos e autorrealizados e passamos a estar mais motivados para realizar e atingir ainda melhores resultados.
São estas algumas das razão que faz com que a psicologia positiva tenha assumido um papel crucial e fundamental não apenas na vida pessoal assim como na organizacional.
Em suma, se quer ser mais feliz e ter sucesso na vida liberte-se ou reduza o convívio com pessoas pessimistas e negativistas; cultive a sua alegria, a sua positividade e atraia pessoas com esta mesma energia; procure pessoas que o façam crescer, que estejam num patamar acima de si e rodeie-se de pessoas corajosas e que o “empurrem para a frente”.
Nádia Veloso
