A palavra Coaching tem a sua origem na língua francesa, com coach que significa carruagem, um veículo que leva alguém de um ponto A para um Ponto B (destino onde o cliente quer chegar).
É nesta óptica, que o coaching funciona.
O coaching tem como base uma metodologia própria que usa ferramentas, várias técnicas e onde é estabelecida uma parceria entre duas pessoas, o Coach e o Coache, que visa promover a facilitação de aprendizagens, ao auxiliar o coache a atingir os resultados/metas que pretende, quer ao nível pessoal, relacional e/ou profissional.
O coache é a pessoa que recebe coaching, o Coach é a pessoa que orientará o coache. A verdadeira essência do coaching consiste em apoiar a pessoa a mudar, a percecionar, levando-a à tomada de consciência, que a permitirá realizar e potenciar escolhas, libertando e maximizando o seu potencial (Cochee), para que atinja os resultados, metas para o qual se predispõe.
Tradicionalmente o coaching sempre esteve associado ao desporto, já que eram os atletas que tinham à sua disposição um coach que os auxiliavam a atingir níveis de performance mais elevados. Nos anos 70, Timothy Gallwey, com o seu livro “Inner Game of Tennis”, apoiou os coaches para além da área desportiva, concluindo que os oponentes reais não são os adversários, mas as próprias limitações, medos, fraquezas que cada pessoa sente e acredita (coache). É nesta perspectiva que os coach´s auxiliam os coaches a desmitificar crenças e valores, capazes de desbloquearem processos mentais dos coaches, canalizando as suas acções para resultados desejados.
Nos últimos anos, o coaching tem sido aplicado não apenas ao desporto, mas a outras áreas designadamente aos negócios e às empresas, encontrando-se inúmeras áreas de coaching, designadamente: coaching de negócios, coaching executivo, coaching de vida, coaching desportivo. Para um melhor entendimento, torna-se importante definirmos cada um deles:
– coaching de négocios: refere-se ao tipo de coaching que lida com questões relacionadas com o trabalho e o desempenho no trabalho;
– coaching executivo – é um coaching direcionado para gestores e líderes de topo para melhorar a tomada de decisão estratégica e a liderança;
– Coaching de vida – envolve o tipo de coaching pessoal, assim como outras questões abrangentes que poderão estar relacionadas com o trabalho, a reflexão pessoal e profissional;
– Coaching desportivo – coaching desenvolvido para atletas de alta performance de desempenho;
Ao longo dos anos, têm evoluído várias teorias e práticas aplicadas ao coaching, existindo diversos resultados positivos que se têm comprovado eficientes, tanto para as pessoas (coaches), como para as organizações quando o coaching é praticado nas empresas. De uma forma sumária podemos referir alguns dos benefícios do coaching:
Para a pessoa (coache):
– Torna-se mais produtivo, atingindo elevados índices de desempenho;
– Aumenta a sua auto-estima e confiança;
– Adquire clareza mas metas/objectivos a atingir;
– Aprende e apreende mais, vencendo obstáculos e desmistificando os seus medos;
– Melhora a qualidade de vida;
– Torna-se reflexivo, discute ideias, hipóteses e torna-se mais criativo;
– Passa a ser um elemento de referência para outros, tornando-se mais flexível e equilibrado;
Para a organização:
– Desenvolve compromisso com o coache;
– Melhora o desempenho profissional e a relação e trabalho com as equipas;
– Promove a partilha e o conhecimento dentro da empresa;
– Permite alocar os recursos existentes no local certo, as pessoas nas áreas certas, traduzindo-se numa relação de custo-benefício, melhora a performance da empresa;
– Desenvolve o sentido de pertença dos colaboradores para com a empresa;
É nesta ótica de transformação e potencialização do ser humano e das equipas, que as empresas têm vindo a procurar cada vez mais o coaching, para que possam aplicar mas suas empresas, já que a sua prática tem proporcionando mudanças organizacionais nas mesmas, nos comportamentos, atitudes e motivações dos colaboradores, em feedbacks construtivos, nas reflexões que se traduzem em aprendizagens diárias, com vista ao melhoramento pessoal e profissional, possibilitando melhoramentos de performance nas estruturas organizativas. Uma organização inteligente, é uma empresa que aplica o coaching, que se auto propõe a melhor os seus colaboradores, a cultura origanizativa, permitindo-a ser mais flexível, que possa responder às exigências de mercado de forma rápida e eficaz, tendo cada colaborador um papel fundamental na empresa, com responsabilidades e autonomia nas tomadas de decisão. Esta atitude organizacional, cria satisfação nos clientes, promove desafios aos próprios colaboradores face às atitudes, decisões, ideias que diariamente que são colocadas em prática, o que permite processos de aprendizagem contínuos, através de um positivismo de auto-aprendizagem e não de submissão.Nesta perspectiva, tendo por base John Withmore, o coaching traduz-se numa forma de ajudar e acompanhar uma empresa, traduz-se num grupo onde se trocam aprendizagens e se libertam talentos de forma consciente. Para Lozano (2008) e Useche (2004) é uma ferramenta, com estratégias que permitem o crescimento pessoal e profissional, que visa a realização do trabalho de forma eficiente, que se traduzem em níveis elevados de produtividade para as empresas. É neste contexto, que Echeverria (2009) acrescenta que esta prática permite que níveis atuais de desempenho sejam ultrapassados, mudança de comportamentos e atitudes atuais das equipas, fazendo que novos resultados sejam alcançados. Esta prática fez com que as empresas nos nossos dias introduzam sistemas de coaching, como estratégia para aumentar a sua competitividade global, tendo por base requisitos estabelecidos no Scorecard e respectivos objectivos estratégicos.
Nádia Veloso

